quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ameaças à Geodiversidade

quando o património geológico começa a ser valorizado em estruturas de visitação e de interpretação surge a ameaça do crime organizado e o roubo de "obras de arte"; veja-se o que sucedeu a um dos geosítios inserido no Geoparque Naturtejo, onde furtaram o tronco fossilizado, de Vila Velha do Ródão.

http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=165&id=11735&idSeccao=1639&Action=noticia

domingo, 8 de fevereiro de 2009

a destruição em nome da liberdade empresarial

recentemente comemorou-se o Dia das Zonas Húmidas (2de Fevereiro) mas perto de nós repetem-se os exemplos de destruição de importantes locais de Geo e Biodiversidade e importa estar atento, divulgar, participar e agir.

o Sapal de Corroios está de novo ameaçado por isso precisa de ajuda.
http://www.petitiononline.com/sapal_09/

http://grupoflamingo.blogspot.com/

(ver videos em www.grupoflamingo.org)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ameaças à Geodiversidade


Reconhecer que a diversidade geológica está sujeita a ameaças graves idênticas, e por vezes correlacionadas, às que pressionam a biodiversidade implica perceber que a geologia apesar da resiliência “natural” não é imune às intervenções humanas por muito lentos e invisíveis ao olhar humano que os efeitos de tais intervenções possam parecer.
O facto de algumas dessas intervenções serem efectivas há décadas facilita a sua incorporação na leitura do sítio geológico quase como elementos dominantes, caso da extracção massiva das pedreiras da Arrábida ou dos mármores de V.Viçosa-Borba-Estremoz .
Nos exemplos mencionados coexistem diferentes ameaças à geodiversidade, que assentam na valorização do aspecto económico do recurso geológico, cuja dimensão não renovável, finita não é considerada; perda parcial ou total do recurso já que a exploração só é interrompida no limite ou suspensa devido a crises de mercado, interrupção do processo natural desequilibrando as relações geológicas e enfraquecendo as estruturas face a outros fenómenos naturais (sismos), perda de acesso por parte das populações face ao risco das explorações e perda de valor estético, poluição e impacto visual com produção de ruídos e poeiras nocivos aos ecossistemas envolventes, perda de visibilidade e de interesse com a escavação da pedreira a dominar a imagem do sítio, são algumas das ameaças directas e indirectas que se podem elencar.
Para minimizar as ameaças à geodiversidade não basta estabelecer limites à exploração dos recursos, reduzindo planos de lavra e elaborando planos de requalificação; importaria descobrir o verdadeiro custo dos produtos resultantes dessa exploração ponderando o valor económico em conjunto com o valor científico, estético, patrimonial, cultural e recreativo, o que eventualmente levaria à descoberta de outros materiais de substituição, menos agressivos para a geologia e assim se conseguiria reduzir a pressão na sobre exploração dos recursos geológicos.

( Post-Scriptum: recordemos que a Serra da Arrábida está classificada como Parque Natural e engloba diversos exemplos de património natural classificado...)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Geodiversidade

Tal como sucede com a biodiversidade, a geodiversidade é o valor máximo a proteger no que toca à Geologia e não apenas aqueles locais e aspectos geológicos por todos considerados magníficos e, por isso mesmo, expressamente classificados e protegidos por lei. Ou seja, o que há que proteger é a geodiversidade e não apenas o património geológico.

Só o respeito pela geodiversidade poderá assegurar a gestão equilibrada dos recursos geológicos (por exemplo: carvão, petróleo, areia para construção), a utilização racional dos recursos geo-hídricos (exemplo: águas subterrâneas), a protecção eficaz nos ambientes naturais - em paralelo com o respeito pela biodiversidade

Os fósseis, enquanto objectos geológicos, são parte integrante e importante da geodiversidade. As jazidas paleontológicas, o contexto geológico em que os fósseis ocorrem, também são geodiversidade. A diversidade paleontológica, por via da paleobiodiversidade, da biodiversidade representada no registo fóssil, é fundamental pois é um dos mais importantes e mais óbvios elementos de ligação entre a geodiversidade e a biodiversidade.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

espécies invasoras e perda de biodiversidade

a curiosidade de navegantes e viajantes terá sido o primeiro veículo de introdução de espécies entre continentes e ecossitemas, que resultou em problemas ambientais séculos mais tarde; modernamente a ciência e a acção empresarial impensada agravam sobremaneira os danos causados pelas espécies invasoras e infestantes. de tal modo a questão é fundamental que a UE promove recomendações...

http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/O+ICNB/Centro+de+Documentacao/Noticias+-+Lista/Detalhe+Noticia/Comunic+UE+invasoras.htm

terça-feira, 25 de novembro de 2008

20 anos à espera de um Plano

Vinte anos à espera de um Plano de Ordenamento para uma Área que se quer Protegida será muito tempo, mas só será demasiado se a partir de hoje a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica não se dedicar à protecção efectiva dos valores naturais e os seus utilizadores continuarem a promover maus comportamentos.

http://www.dre.pt/pdf1sdip/2008/11/22800/0834808363.PDF

sábado, 8 de novembro de 2008

Ameaças à Biodiversidade II


Os efeitos duradouros de algumas das ameaças que impendem sobre a Biodiversidade, como os Gases de Efeito Estufa e a destruição da camada de ozono, as chuvas ácidas e a poluição atmosférica, que se calcula serem responsáveis pela destruição de 15% das florestas tropicais, embora de origem em países industriais do hemisfério norte, apresentam uma capacidade de destruição acumulada para mais cem anos, mesmo supondo que deixávamos de os produzir hoje!

A capacidade de resistência e de recuperação da Biosfera perante estes fenómenos agressivos começa também a estar deficitária perante a velocidade e a intensidade da extinção de espécies e o declínio dos habitats, já que a necessidade de stocks viáveis para sustentar a adaptação e a evolução de espécies é variável entre 20 mil e 5 milhões de Anos ! ( Myers,1996 ).

Nas ameaças á biodiversidade temos assim que incluir o Tempo, como recurso mais escasso e reflectir sobre a projecção da nossa responsabilidade no futuro, onde já não apenas pedimos emprestado , melhor dito roubamos , os recursos necessários à sobrevivência das gerações futuras, como também lhes impomos a herança da degradação ambiental quase total por muitos séculos privando-os do tempo de usufruto desses recursos e da sua qualidade de vida.

Este aspecto da crise ecológica se ter transformado em crise transgeracional embora com efeitos muito graves no presente parece-me o mais grave e talvez o menos interiorizado em toda a discussão sobre a Biodiversidade e poderia ainda ser o elemento decisivo para basear a mudança de mentalidades.