quinta-feira, 11 de novembro de 2010

novos documentos para permitir o luxo de pensar

The new film from Annie Leonard on the Story of Electronics is out.



http://storyofstuff.org/electronics/



http://crisisoflife.net/the-scientists.html





"We do not burn down the Louvre. We do not set fire to the Library of

Congress. So why do we go on erasing the database of life itself?



By exploiting the living world, we are dangerously impoverishing our

planet, putting our own welfare in danger.



Every day, species are dying, never to come back. Ecosystems around the

world are unravelling, leaving many people without access to healthy food,

clean water, and other essentials for their daily needs. This is a Crisis

of Life, and it is up to us to stop it.



In the „Crisis of Life“ video project, ecologists and activists talk about

ways to stop the ongoing biodiversity crisis to ensure the survival of all

living beings, including ourselves."

 
Estou enferrujado de quase um ano sem escrever por aqui nada que preguiçosamente peço ajuda a estes autores.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Sonhar

Eis que chega o Outono, a mudança de hora, o adormecer de ideias e o projecto de outras...como forma de nos lembrar que o sonho é uma fonte de energia deixo aqui a lembrança de um Poeta: Sebastião da Gama.

Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não Chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo Sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?

_ Partimos.Vamos. Somos.

(1951)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

o verão e a pégada ecológica

Mesmo no Verão ou por causa disso devemos manter algum autocontrole sobre a pressão que exercemos no nosso planeta.

a visita regular ao site www.footprint.com pode ajudar; algumas Agendas XXI locais também incluem ligações a este indicador ambiental, ajustados à realidade portuguesa.

Para que não cheguemos a Setembro e em Portugal já se tenha consumido o equivalente a 3,5 Planetas!

http://prod.cmav2.acd.pt/portal/page/portal/AMBIENTE/PEGADA/?amb=0&actualmenu=4824019&ambiente_pegada=4862098&cboui=4862098

quinta-feira, 2 de julho de 2009

as alterações climáticas

as evidências associadas aos fenómenos das alterações climáticas, nomeadamente quanto ao aquecimento global e aos efeitos catastróficos que já se fazem sentir devem fazer-nos pensar enquanto indivíduos e nações e levar à mobilização geral para minimizar os danos para as comunidades humanas e para a biodiversidade.

Vastos territórios ao longo do planeta, em especial no Pacífico, estão ameaçados pela mudança climática não sendo importante manter a discussão sobre a origem humana ou natural das ditas alterações, mas antes implementar planos de salvaguarda das populações e áreas afectadas.

a Greenpeace tem em curso uma campanha sobre esta temática e pede a adesão da comunidade global a mensagens dirigidas aos líderes políticos globais que pode ser vista em

http://www.greenpeace.org/australia/news-and-events/news/Climate-change/pacifictour-240609

quinta-feira, 21 de maio de 2009

classificação das Portas do Ródão como Monumento Natural


As Portas de Ródão constituem uma ocorrência geológica
e geomorfológica localizada nas duas margens do rio
Tejo, nos concelhos de Vila Velha de Ródão e Nisa. Este
conjunto natural sobressai pela imponente garganta escavada
pelo rio nas cristas quartzíticas da serra do Perdigão,
com um estrangulamento de 45 m de largura.
Esta área caracteriza -se pela existência de um relevante
património natural, onde se destaca o geossítio das Portas
de Ródão entre outros valores geológicos, biológicos e
paisagísticos. Este geossítio evidencia particularidades
geológicas, geomorfológicas e paleontológicas. A estas,
associam -se as formações vegetais naturais, onde se destacam
os zimbrais, a avifauna rupícola, e o património
arqueológico, testemunho de uma presença humana com
centenas de milhares de anos.


Por estas razões foi desencadeado o processo de classificação como Monumento Natural que culminou na publicação do Decreto-lei, em 20 de Maio.



segunda-feira, 4 de maio de 2009

criação de mais um Geoparque em Portugal

Geoparque Arouca integra a Rede Europeia de Geoparques / UNESCO

No dia Mundial da Terra e Dia Nacional do Património Geológico, foi comunicada oficialmente a decisão final sobre a integração do Geoparque Arouca na Rede Europeia de Geoparques / UNESCO.

No dia Mundial da Terra e Dia Nacional do Património Geológico, foi comunicada oficialmente a decisão final sobre a integração do Geoparque Arouca na Rede Europeia de Geoparques / UNESCO. Assim, o Território "Arouca Geopark" passou a ser uma área classificada com certificação Internacional.A AGA - Associação Geoparque Arouca, criada em 9 de Junho de 2008, presidida pela Câmara Municipal de Arouca, é a estrutura responsável pela Gestão desta nova área classificada.

http://www.geoparquearouca.com/?p=eventos&sp=listagemnoticias

terça-feira, 14 de abril de 2009

pequenos ganhos para a Biodiversidade

de vez em quando surgem notícias de pequenos ganhos para a biodiversidade mas decerto insuficientes para reequilibrar o saldo negativo das últimas décadas; apesar disso estas descobertas alertam para a necessidade de mais investigação e monitorização e para a possibilidade de aumentar a biodiversidade quando se olha de modo adequado para os habitats e se propõe medidas de gestão.

http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/O+ICNB/Centro+de+Documentacao/Noticias+-+Lista/Detalhe+Noticia/PNSAC+Sp+novas+insectos.htm

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ameaças à Geodiversidade

quando o património geológico começa a ser valorizado em estruturas de visitação e de interpretação surge a ameaça do crime organizado e o roubo de "obras de arte"; veja-se o que sucedeu a um dos geosítios inserido no Geoparque Naturtejo, onde furtaram o tronco fossilizado, de Vila Velha do Ródão.

http://www.reconquista.pt/noticia.asp?idEdicao=165&id=11735&idSeccao=1639&Action=noticia

domingo, 8 de fevereiro de 2009

a destruição em nome da liberdade empresarial

recentemente comemorou-se o Dia das Zonas Húmidas (2de Fevereiro) mas perto de nós repetem-se os exemplos de destruição de importantes locais de Geo e Biodiversidade e importa estar atento, divulgar, participar e agir.

o Sapal de Corroios está de novo ameaçado por isso precisa de ajuda.
http://www.petitiononline.com/sapal_09/

http://grupoflamingo.blogspot.com/

(ver videos em www.grupoflamingo.org)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ameaças à Geodiversidade


Reconhecer que a diversidade geológica está sujeita a ameaças graves idênticas, e por vezes correlacionadas, às que pressionam a biodiversidade implica perceber que a geologia apesar da resiliência “natural” não é imune às intervenções humanas por muito lentos e invisíveis ao olhar humano que os efeitos de tais intervenções possam parecer.
O facto de algumas dessas intervenções serem efectivas há décadas facilita a sua incorporação na leitura do sítio geológico quase como elementos dominantes, caso da extracção massiva das pedreiras da Arrábida ou dos mármores de V.Viçosa-Borba-Estremoz .
Nos exemplos mencionados coexistem diferentes ameaças à geodiversidade, que assentam na valorização do aspecto económico do recurso geológico, cuja dimensão não renovável, finita não é considerada; perda parcial ou total do recurso já que a exploração só é interrompida no limite ou suspensa devido a crises de mercado, interrupção do processo natural desequilibrando as relações geológicas e enfraquecendo as estruturas face a outros fenómenos naturais (sismos), perda de acesso por parte das populações face ao risco das explorações e perda de valor estético, poluição e impacto visual com produção de ruídos e poeiras nocivos aos ecossistemas envolventes, perda de visibilidade e de interesse com a escavação da pedreira a dominar a imagem do sítio, são algumas das ameaças directas e indirectas que se podem elencar.
Para minimizar as ameaças à geodiversidade não basta estabelecer limites à exploração dos recursos, reduzindo planos de lavra e elaborando planos de requalificação; importaria descobrir o verdadeiro custo dos produtos resultantes dessa exploração ponderando o valor económico em conjunto com o valor científico, estético, patrimonial, cultural e recreativo, o que eventualmente levaria à descoberta de outros materiais de substituição, menos agressivos para a geologia e assim se conseguiria reduzir a pressão na sobre exploração dos recursos geológicos.

( Post-Scriptum: recordemos que a Serra da Arrábida está classificada como Parque Natural e engloba diversos exemplos de património natural classificado...)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Geodiversidade

Tal como sucede com a biodiversidade, a geodiversidade é o valor máximo a proteger no que toca à Geologia e não apenas aqueles locais e aspectos geológicos por todos considerados magníficos e, por isso mesmo, expressamente classificados e protegidos por lei. Ou seja, o que há que proteger é a geodiversidade e não apenas o património geológico.

Só o respeito pela geodiversidade poderá assegurar a gestão equilibrada dos recursos geológicos (por exemplo: carvão, petróleo, areia para construção), a utilização racional dos recursos geo-hídricos (exemplo: águas subterrâneas), a protecção eficaz nos ambientes naturais - em paralelo com o respeito pela biodiversidade

Os fósseis, enquanto objectos geológicos, são parte integrante e importante da geodiversidade. As jazidas paleontológicas, o contexto geológico em que os fósseis ocorrem, também são geodiversidade. A diversidade paleontológica, por via da paleobiodiversidade, da biodiversidade representada no registo fóssil, é fundamental pois é um dos mais importantes e mais óbvios elementos de ligação entre a geodiversidade e a biodiversidade.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

espécies invasoras e perda de biodiversidade

a curiosidade de navegantes e viajantes terá sido o primeiro veículo de introdução de espécies entre continentes e ecossitemas, que resultou em problemas ambientais séculos mais tarde; modernamente a ciência e a acção empresarial impensada agravam sobremaneira os danos causados pelas espécies invasoras e infestantes. de tal modo a questão é fundamental que a UE promove recomendações...

http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/O+ICNB/Centro+de+Documentacao/Noticias+-+Lista/Detalhe+Noticia/Comunic+UE+invasoras.htm

terça-feira, 25 de novembro de 2008

20 anos à espera de um Plano

Vinte anos à espera de um Plano de Ordenamento para uma Área que se quer Protegida será muito tempo, mas só será demasiado se a partir de hoje a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica não se dedicar à protecção efectiva dos valores naturais e os seus utilizadores continuarem a promover maus comportamentos.

http://www.dre.pt/pdf1sdip/2008/11/22800/0834808363.PDF

sábado, 8 de novembro de 2008

Ameaças à Biodiversidade II


Os efeitos duradouros de algumas das ameaças que impendem sobre a Biodiversidade, como os Gases de Efeito Estufa e a destruição da camada de ozono, as chuvas ácidas e a poluição atmosférica, que se calcula serem responsáveis pela destruição de 15% das florestas tropicais, embora de origem em países industriais do hemisfério norte, apresentam uma capacidade de destruição acumulada para mais cem anos, mesmo supondo que deixávamos de os produzir hoje!

A capacidade de resistência e de recuperação da Biosfera perante estes fenómenos agressivos começa também a estar deficitária perante a velocidade e a intensidade da extinção de espécies e o declínio dos habitats, já que a necessidade de stocks viáveis para sustentar a adaptação e a evolução de espécies é variável entre 20 mil e 5 milhões de Anos ! ( Myers,1996 ).

Nas ameaças á biodiversidade temos assim que incluir o Tempo, como recurso mais escasso e reflectir sobre a projecção da nossa responsabilidade no futuro, onde já não apenas pedimos emprestado , melhor dito roubamos , os recursos necessários à sobrevivência das gerações futuras, como também lhes impomos a herança da degradação ambiental quase total por muitos séculos privando-os do tempo de usufruto desses recursos e da sua qualidade de vida.

Este aspecto da crise ecológica se ter transformado em crise transgeracional embora com efeitos muito graves no presente parece-me o mais grave e talvez o menos interiorizado em toda a discussão sobre a Biodiversidade e poderia ainda ser o elemento decisivo para basear a mudança de mentalidades.

Ameaças à Biodiversidade I


O conhecimento técnico e científico e o consequente desenvolvimento tecnológico permitem melhorar o uso eficiente dos recursos mas também incrementam as possibilidades e a intensidade dos níveis de exploração da biodiversidade; as ameaças à biodiversidade podem resultar de efeitos directos ou indirectos das actividades humanas, resultando em perdas bruscas de potencial biológico mas gerando de igual modo efeitos cumulativos nos ecossistemas que provocam danos na biosfera actualmente e no futuro.

A crescente transformação de habitats, para terrenos agrícolas, ou de zonas húmidas para aquacultura, a sobreexploração de recursos, quer pesqueiros, quer de combustíveis fósseis; a poluição de solos e rios por nutrientes químicos ( nitrogénio, fósforo), geradora de eutrofização e morte lenta dos aquíferos, das espécies associadas e diminuindo o caudal de água para consumo; o aumento da temperatura dos ecossistemas e as reduções ao nível do quantitativo das espécies, a perda de habitat e do número de plantas por introdução de espécies invasoras; a perda de biomassa global por acção de desflorestação industrial ou por incêndios florestais, o aumento das áreas desertificadas ; o regresso e o fortalecimento de doenças epidémicas de origem tropical; a diminuição do potencial agrícola,…e a lista continua….

Calcula-se que nos últimos dois séculos aumentou três vezes a taxa de extinção de espécies sendo que ela é actualmente 1000 a 10000 mil vezes superior às taxas de extinção “natural” fossilizada; e recordemos que não se conseguem inventariar todas as espécies na Biosfera, nem medir adequadamente o declínio da diversidade genética, que ameaça a maioria das espécies, incluindo as domesticadas pelo uso humano . A própria IUCN calcula que 12% a 52% das espécies constantes nas suas Listas se encontrem gravemente ameaçadas ou extintas!!!

A ameaça mais indetectável à biodiversidade relaciona-se com o aumento da fragmentação ecológica dos habitats que origina ilhas biogeográficas; por um lado, a descontinuidade e a redução de extensão dos ecossistemas origina a médio prazo perda de sustentabilidade das espécies, por outro, as espécies confinadas à “ilha” vêm a sua variabilidade genética reduzida.

Os territórios mais ameaçados são também aqueles que pela sua natureza contêm maior número de espécies, funcionando como “hotspots” para a conservação e estudo da biodiversidade mundial; são exemplo disso os grandes lagos africanos e os espaços naturais classificados, onde se acumulam em 5% do território cerca de 20% das espécies globais. Nos lagos e rios concentram-se 40% das reservas de peixe e 20% dos vertebrados, ou seja, um quarto da biodiversidade encontra-se em 0,01% da água potável do planeta. A destruição das zonas húmidas, cerca de metade no século passado e os fenómenos de degradação de parques e reservas naturais fazem destes locais uma zona de desastre eminente quando até aqui pareciam funcionar como santuário e reservatório.

domingo, 2 de novembro de 2008

O VALOR DA BIODIVERSIDADE

A espécie humana tem por hábito só reconhecer valor a algo que satisfaça as suas necessidades, por mais egoístas que possam ser, e a capacidade de só valorizar algo quando já não se acede a esse bem; tem sido assim que nos relacionamos com a biodiversidade : assumimos as épocas de abundância dos recursos como infindáveis e tardamos a reconhecer as épocas de perda e escassez.
A velocidade que a perda de biodiversidade atingiu na transição do séc XX, com taxas de extinção nunca antes vistas e com prazos de extinção muito curtos, de apenas uma década, bem como o nível de ameaça sobre recursos alimentares e energéticos mais utilizados, impõem um novo olhar sobre a biodiversidade e a sua gestão. Até agora a maior ou menor interdependência dos grupos humanos com a biodiversidade era determinada pela relação directa com os recursos numa lógica de sobrevivência actual e futura, mas à medida que o circuito de exploração se alarga, com recurso a fortes incrementos tecnológicos e para satisfazer necessidades de comunidades cada vez mais distantes, surgem ciclos de escassez e pobreza mais graves.
A avaliação económica dos recursos ou a sua quantificação em termos monetários, apenas se limita a ponderar o custo inicial da matéria prima num ciclo de produto, acrescentando os custos de exploração e de industrialização, os inputs de investigação e a definição do preço final, visando o maior retorno no valor de venda. Esta análise deixa de fora a ponderação da maior ou menor perenidade do recurso, a análise dos valores imateriais associados, dos efeitos colaterais na biodiversidade e de eventuais custos de recuperação ou substituição de recursos, embora mercê da legislação ambiental vá incluindo na cadeia de valor aqui e ali o custo de taxas e multas por degradação dos ecossistemas.
A economia defende que a quantificação da biodiversidade como um todo é senão impossível bastante difícil, questiona se tal deve ser preocupação do sistema produtivo e efectuar-se a montante da exploração dos recursos e pretende devolver à comunidade essa preocupação e esse custo incomensurável.
Para que serve a biodiversidade e quanto vale parecem ser as questões de partida que podem determinar uma alteração dos modos de produção e da atitude de “uso natural” dos recursos que nos configura a todos. Associadas a estas questões encontram-se duas perspectivas, a da valoração da biodiversidade e a da sua valorização, a primeira subjectiva e individual, a segunda objectiva e de quantificação aparentemente difícil. A objectivação da Biodiversidade, por se tratar de um sistema complexo de relações e de manifestações, no qual a espécie humana é parte da equação, recorre muitas vezes ao isolamento de análises de algumas espécies ou habitats que se apresentam como sinal de perigo ou como demonstração de alarmismo, consoante os lados da barricada.
A biodiversidade é assim prestadora de um conjunto de bens de suporte de vida como a energia, a alimentação, a água, a regulação climática, a localização e o abrigo das nossas comunidades humanas, etc, um conjunto de bens materiais que nos tínhamos habituado a considerar eternos, para lá da nossa escala pessoal de vida e que resistimos a considerar que são perecíveis mesmo durante o nosso percurso temporal. Por outro lado, é na biodiversidade que as comunidades humanas realizam e encontram um conjunto de manifestações imateriais, de bem estar, de inspiração estética, de religiosidade, e de identidade social, em que as perturbações do “cenário” originam problemas sociais.
A vontade de sustentar políticas ambientais que impeçam ou minimizem as perdas de biodiversidade esbarra por um lado na incompreensão generalizada da importância da Biodiversidade como um todo e do significado global de qualquer perda sectorial, ( apenas 26% dos inquiridos ingleses reconhece o termo “biodiversidade” contra 52% que reconhece a importância da “vida selvagem”), por outro, na noção não quantificada das disponibilidades de rendimento necessárias para obviar a tal degradação.
Uma estratégia possível para promover a aceitação da noção de perda de biodiversidade e lançar iniciativas de executem alguma redução nessa perda passa pela proximidade de medidas públicas de protecção e pela demonstração da viabilidade económica da sustentabilidade ambiental como atitude social; as medidas agro-ambientais, o eco turismo e o lazer na natureza e a mitigação de impactos urbanísticos através da compatibilização de usos, são algumas das etapas possíveis.
A resolução do alegado deficit informativo sobre questões ecológicas, através de estratégias de comunicação que traduzam a linguagem científica e técnica em casos reais, e assim promovam a adesão do público a modelos de redução de consumo ou a consumos mais responsáveis será também um campo a aprofundar.
Alguns estudos que aplicam metodologias de Escolha/Contingência demonstram algum nível de adesão a medidas de incremento de biodiversidade pela aplicação de políticas públicas de conservação e protecção, sobre espécies carismáticas ou parcelas de habitat ameaçados; se estas medidas forem aplicadas à escala local e global, recorrendo a transferências financeiras directas, por via do apoio a projectos de desenvolvimento local, e indirectas, por via do mercado do turismo ao invés do mercado de aquisições de recursos será possível reconstruir a balança de distribuição de riqueza, enquanto os mecanismos económicos de compensação não surgem internalizados na cadeia de produto.
Um dos valores que a biodiversidade apresenta para a humanidade que é intuitivamente mais valioso, mas absolutamente mais indeterminado em termos monetários é o da segurança alimentar e da reserva de Opções Futuras; com o escasso conhecimento do potencial de milhares de espécies existentes ( muitas centenas desaparecendo diariamente) não é de rejeitar que a sustentabilidade de futuras gerações dependa e possa ser gerada com base nesse potencial, pelo que a responsabilidade dos actuais gestores do planeta é abissal.
A protecção desses activos naturais através da internalização do seu valor integral para a humanidade, e não apenas para um qualquer segmento do processo produtivo e a opção por ganhos de longo prazo em lugar dos lucros de muito curto prazo, constituem uma abordagem mais racional e duradoura do que o actual modelo de uso privado e consequências públicas.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

em construção (2)

começar uma nova forma de comunicação e ir apreendendo a gatinhar... na reflexão anterior não foi por masoquismo que escrevi a ligação e naõ a deixei como hiperligaçaõ, foi mesmo inépcia. Por isso aqui volta a ficar a referência para que meditemos e sobretudo façamos.

http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en

domingo, 19 de outubro de 2008

início em construção

é certo que todos nós construimos a terra onde vivemos desconstruindo a Terra onde habitamos; para percebermos que o planeta precisa de outros habitantes, capazes de gritar por ele e de ouvir as suas queixas, mas sobretudo capazes de mudar de vida para que haja Vida, temos elaborado grandiosos planos e convenções...falta apenas o pequeno passo para a humanidade mas aparente grande passo para cada pessoa que será a mudança de mentalidade.


Possa este ser um pequeno contributo.


sugestão de reflexão: http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&hl=en